31 dezembro 2006

Uma mudança em jeito de balanço

Manda a praxe que por estas alturas se olhe para trás para ver como deixámos o ano que está a acabar para que se entre bem no novo ano sem partir o bengaleiro à entrada.
Eu gosto desta espécie de balanço, deste colar com super-cola 3 alguns acontecimentos mais marcantes para que não sejam esquecidos.
O mais imediato é o blog, este blog, que começou porque eu queria explicar ao mundo Porque não gosto do Rui Rio. Se alguma coisa boa este homem teve foi de facto ter-me feito voltar a escrever e ter criado o Café Moído, pequeno, caseiro, mas ao qual me afeiçoei e que serve na perfeição para fazer a minha lista.
Para melhor ou para menos-melhor-mas-que-também-tem-que-ser.

· O doutoramento
Os mergers, os dry e os wet, as espirais e as elípticas. Ter voltado a programar (e gostar), o IDL. Os papers, os orientadores - "O" orientador - e o people de extragaláctica. E o das estrelas também.
· Requiem de Mozart na Casa da Música
O Lacrimosa do Jaap, a sala cheia e cantar com as minhas companheiras de luta e de canto - com a A. que me entendeu.
· Ter ficado orfã de Presidente/Eleição do Cavaco
Ter-me lembrado que o povo além de sereno tem, infelizmente, a memória curta.
· LOST
Porque foi/é um vício sem precedentes, os vários episódios seguidos até as costas doerem e o 4 8 15 16 23 42.
· Mundial 06
A festa, os cachecóis, o verde e o vermelho. No limite do exagero a recepção dos jogadores e no mau-sem-dúvida o jogo com a Holanda. O Mundial também encaixa na categoria para-a-próxima-é-que-é, assim como também encaixa o Benfica.
· Convocação do referendo da IVG
A discussão, ás vezes (muitas) com bom senso outras nem por isso, mas mesmo assim todos falam. No outro lado, o do mau-mesmo-mau, a despenalização da IVG não ter sido decidida na assembleia e a cobardia dos que mandam com a sua retirada heróica.
· Despromoção de Plutão
Nunca ninguém me perguntou tanto sobre astronomia planetas. Estava bem como estava, mas assim (dizem eles) está melhor.
· O mundo e a estupidez humana
Isto é todos os anos. Neste ano em particular foi a guerra no Líbano, a suspensão do Idomeneo na Ópera de Berlim, a saída do Kofi Annan da ONU, o Iraque, os envenenamentos, os testes nucleares da Coreia do Norte, as incontáveis vezes que o mundo esteve para acabar mas entre FBIs, CIAs, Scotland Yards, PJs e afins, todos se salvaram. O acordar (ou o abrir um olho pelo menos) para o aquecimento global e os relatórios de catástrofe a curto prazo a que ninguém ligou. A pena de morte que ainda existe.
· O que colou tudo o resto
O filme: The departed - Martin Scorsese
O album: Lunatico - Gotan Project
O livro: A noite do oráculo - Paul Auster
A música: Acordai - Fernando Lopes-Graça


O ano que aí vem terá outros acontecimentos, outras histórias, outras pessoas ou as mesmas pessoas. Bom ou mau, será diferente, mas se o balanço for positivo já terá valido a pena.
Até para o ano. Até amanhã.

1 comentário:

macnet disse...

sinceramente não gostei muito do The Departed. Desiludiu-me...a maior surpresa pela positiva em termos de cinema foi o James Bond. Em termos de séries fiquei completamente viciado em Lost. Comecei a ver em Novembro e via aos 5 episodios seguidos...autêntico vício! agora o DVD com a 2ª série não funciona, portanto, não posso ver o resto...